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Matcha: do ritual zen budista ao mundo ocidental

O matcha nasceu na China durante a dinastia Tang, mas foi no Japão, a partir do século XII, que ganhou o significado que carrega até hoje. Monges budistas levaram sementes de chá e a técnica de moagem para o Japão, onde o matcha se tornou parte central da cerimônia do chá (chanoyu), um ritual que envolve preparo, apresentação e até postura corporal — tudo pensado para cultivar presença e tranquilidade.

Diferente do chá verde tradicional, o matcha é feito a partir de folhas cultivadas à sombra nas últimas semanas antes da colheita, o que aumenta a concentração de clorofila e de compostos como a L-teanina — responsável pela sensação de "energia calma" característica da bebida. As folhas são então moídas em pedra até virarem um pó finíssimo.

Existem duas categorias principais: o matcha usucha (mais leve, para consumo diário) e o koicha (mais concentrado, tradicionalmente reservado para cerimônias). A qualidade varia bastante — um bom matcha deve ter cor verde vibrante e sabor equilibrado entre o amargo e o adocicado (umami).

Receita: Matcha latte tradicional

Ingredientes (1 porção):

1 colher de chá de matcha em pó
60 ml de água quente (não fervente, em torno de 80°C)
150 ml de leite (ou bebida vegetal) aquecido
Adoçante a gosto (mel, xarope de bordo ou açúcar)

Modo de preparo:

Peneire o matcha em uma tigela para evitar grumos.
Adicione a água quente e bata com um chasen (batedor de bambu) ou um mini-batedor elétrico até formar espuma.
Adicione o leite quente e o adoçante, misture bem.
Sirva imediatamente.